Capa do livro O Demônio Familiar

O Demônio Familiar

José de Alencar

Literatura Brasileira🌐 Português📄 106 páginas📁 EPUB, PDF
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Domínio público · download direto, sem cadastro

Fonte do texto: Texto da edição de 1858 (Rio de Janeiro: Typographia de Soares & Irmão), transcrito página a página do fac-símile do Wikisource, com as emendas da errata do próprio livro e grafia atualizada.

Sinopse

O Demônio Familiar (1857), comédia em quatro atos de José de Alencar, em texto integral da edição de 1858 e ortografia atualizada. No Rio de Janeiro, Pedro, jovem escravo do médico Eduardo, sonha em ser cocheiro e, para isso, quer ver o senhor casado com uma viúva rica. Troca bilhetes e versos, inventa recados e intrigas, aproxima e afasta casais e quase destrói a felicidade de todos: o amor de Eduardo por Henriqueta, prometida ao afrancesado Azevedo, e o de Carlotinha, irmã de Eduardo, pelo negociante Alfredo. No desfecho, Eduardo dá a carta de alforria a Pedro. Leitura obrigatória da UFRGS e da UFPR.

Resenha Editorial

O Demônio Familiar estreou no Teatro Ginásio Dramático, no Rio de Janeiro, em novembro de 1857, e foi publicado em livro em 1858. A peça se passa inteira na casa do jovem médico Eduardo, que vive com a mãe, D. Maria, a irmã Carlotinha e o irmão Jorge. O motor da comédia é Pedro, moleque escravo de Eduardo, esperto e falador, que sonha em vestir libré e ser cocheiro de uma casa rica.

Para isso, Pedro decide arranjar o futuro do senhor: troca os versos que Eduardo escrevia para Henriqueta por outros destinados a uma viúva rica, inventa recados, leva cartas e flores, conta mentiras a Azevedo, o noivo afrancesado de Henriqueta, e faz Alfredo acreditar que Carlotinha ama outro homem. Quando a intriga explode, Eduardo descobre a origem de tudo e, no desfecho, dá a carta de liberdade a Pedro, dizendo que a liberdade será o seu castigo e a sua lição. A comédia de costumes discute a família, o casamento por interesse, a imitação de Paris e a escravidão doméstica, que Alencar apresenta como o "demônio familiar" das casas brasileiras.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

2h – 3h

Dificuldade

Intermediário

Recomendado para

Vestibulandos da UFRGS e da UFPR e leitores de teatro brasileiro

Pontos Chave

Pedro, o "demônio familiar"

  • •Escravo de Eduardo, sonha em ser cocheiro de casa rica.
  • •Troca versos, inventa recados e leva cartas para casar o senhor com uma viúva.
  • •Suas intrigas quase desfazem os casais da peça.

Os casais e o enredo

  • •Eduardo ama Henriqueta, prometida a Azevedo por causa de uma dívida do pai.
  • •Carlotinha e Alfredo se amam, mas uma carta mal entregue gera desconfiança.
  • •Azevedo, recém-chegado de Paris, mistura francês e português em tudo o que diz.

Comédia de costumes

  • •Retrata a família carioca da metade do século XIX.
  • •Critica o casamento por interesse e a imitação dos modos franceses.
  • •No final, Eduardo dá a carta de alforria a Pedro.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quem é o "demônio familiar" da peça?
É Pedro, o jovem escravo de Eduardo. Querendo ver o senhor rico para virar cocheiro, ele manipula cartas, versos e conversas, e suas intrigas quase destroem os amores e a paz da família. No último ato, Eduardo explica o título: o demônio familiar é o escravo doméstico, presente em todas as casas.
Como termina O Demônio Familiar?
Descoberta a intriga, Eduardo paga a dívida de Vasconcelos com Azevedo, fica livre para casar com Henriqueta, Carlotinha se reconcilia com Alfredo, e Pedro recebe a carta de liberdade. Eduardo diz que a liberdade será a punição de Pedro, que passará a responder sozinho pelos próprios atos.
Esta edição está completa e é de domínio público?
Sim. É o texto integral da edição de 1858 (Rio de Janeiro: Typographia de Soares & Irmão), conferido página a página com o fac-símile, com as emendas da errata da própria edição e a ortografia atualizada. José de Alencar morreu em 1877, e a obra está em domínio público; o download em PDF e ePub é gratuito e sem cadastro.

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