
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
Fonte do texto: Texto da edição de 1919 (São Paulo: Edição da «Revista do Brasil»), a partir da transcrição do Wikisource conferida com o fac-símile dessa edição, com grafia atualizada.
Sinopse
Resenha Editorial
Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá é apresentado como uma biografia. O narrador, Augusto Machado, jovem funcionário público, conhece Gonzaga de Sá ao ser mandado à Secretaria dos Cultos para resolver uma questão burocrática. O velho funcionário, culto, irônico e solitário, descendente de uma das famílias que fundaram o Rio de Janeiro, torna-se seu amigo e companheiro de caminhadas pela cidade.
O livro tem pouca ação: são passeios por ruas, morros e praias, encontros, um jantar, um enterro e longas conversas. Neles, Gonzaga de Sá e o narrador falam da cidade que muda, da mediocridade da burocracia, do racismo, da arte e do sentido da vida. A morte do compadre de Gonzaga, Romualdo, e o destino do afilhado Aleixo Manuel trazem a dimensão mais íntima do livro. Lima Barreto escreveu o romance anos antes de publicá-lo, em 1919, e nele se reconhecem muitas de suas ideias e críticas à sociedade carioca do começo do século XX.
Guia de Leitura
Tempo de leitura
3h – 4h
Dificuldade
Intermediário
Recomendado para
Vestibulandos da Unicamp e leitores de clássicos da literatura brasileira
Pontos Chave
Uma biografia inventada
- •O narrador, Augusto Machado, escreve a vida do amigo Gonzaga de Sá.
- •Gonzaga é um velho funcionário da Secretaria dos Cultos.
- •O livro mistura narrativa, crônica e reflexão.
O Rio de Janeiro
- •Passeios por ruas, morros e praias da cidade.
- •Críticas à burocracia e à sociedade da Primeira República.
- •Reflexões sobre o preconceito racial.
Lima Barreto
- •Publicado em 1919 pela Revista do Brasil.
- •Um dos romances mais pessoais do autor.
- •Leitura obrigatória da Unicamp.





