
A Falência
Fonte do texto: Texto da 2ª edição (Rio de Janeiro: Officinas de Obras d'A Tribuna, 1901), a partir da transcrição do Wikisource conferida palavra a palavra com o fac-símile dessa edição, com grafia atualizada.
Sinopse
Resenha Editorial
A Falência acompanha a ascensão e a queda de uma família rica do Rio de Janeiro no começo da República. Francisco Teodoro, português que chegou ao Brasil "sem bagagem e cheirando a pau de pinheiro", tornou-se um grande comerciante de café na rua de S. Bento. Sua casa em Botafogo é cheia de festas, criados e objetos de luxo; a mulher, Camila, vive no ócio e mantém há anos um romance com o dr. Gervásio, médico da família, enquanto a filha Ruth se dedica ao violino e a sobrinha Nina cuida silenciosamente de tudo.
A vaidade de Teodoro, que quer ser o mais rico entre os negociantes da praça, o leva a aceitar a proposta de especulação de Inocêncio Braga. A baixa do café no mercado internacional arruína o armazém, e o negociante se mata com um tiro de revólver diante da mulher. Na segunda parte, Júlia Lopes de Almeida mostra o que acontece às mulheres da família depois da ruína: a mudança para uma casa pobre, a descoberta de que Gervásio era casado, e o trabalho como saída, com Nina à frente da casa. O romance é uma crítica à sociedade do dinheiro e um retrato da condição feminina no Brasil de 1900.
Guia de Leitura
Tempo de leitura
7h – 9h
Dificuldade
Intermediário
Recomendado para
Vestibulandos da UFPR e leitores de clássicos da literatura brasileira
Pontos Chave
Ascensão e queda de um negociante
- •Francisco Teodoro enriquece no comércio de café no centro do Rio.
- •A ambição o leva a uma especulação proposta por Inocêncio Braga.
- •A queda do café causa a falência e o suicídio do negociante.
As mulheres da família
- •Camila vive no luxo e no ócio e mantém um caso com o dr. Gervásio.
- •A sobrinha Nina assume a casa depois da ruína.
- •A falência obriga as mulheres a trabalhar e a mudar de vida.
Retrato do Rio de 1900
- •Armazéns de café, bondes, festas e a Bolsa da capital da República.
- •Crítica ao culto do dinheiro e da aparência.
- •Leitura obrigatória da UFPR.






