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Capa do livro O Sujeito Incômodo: O Centro Ausente

O Sujeito Incômodo: O Centro Ausente

Slavoj Žižek

Filosofia e Ciências Sociais📅 2017🌐 Português📄 556 páginas📁 EPUB, PDF

Sinopse

Um espectro ronda a comunidade acadêmica ocidental, o espectro do sujeito cartesiano. Desconstrucionistas e habermasianos, cognitivistas e heideggerianos, feministas e obscurantistas (pós-)marxistas convergem em sua hostilidade contra ele. Seguramente uma das principais obras do filósofo esloveno Slavoj Žižek, O sujeito incômodo identifica o denominador comum de todas essas diferentes tendências do pensamento contemporâneo e lança a provocação: por trás do cogito ergo sum [penso, logo existo], o próprio sujeito cartesiano guarda o grau zero radical da política emancipatória, um núcleo subversivo capaz de fornecer um ponto de apoio indispensável para um novo projeto de esquerda. A partir de um intenso acerto de contas com a tradição anti-cartesiana, o filósofo esloveno desenvolve uma confrontação detalhada com algumas concepções contemporâneas do sujeito: a tentativa heideggeriana de superar a subjetividade, as elaborações pós-althusserianas da subjetividade política (Ernesto Laclau, Etienne Balibar, Jacques Rancière e Alain Badiou), a teoria da formação de gênero de Judith Butler, e a concepção da sociedade do risco e da segunda modernidade (Anthony Giddens e Ulrich Beck). Apesar do teor rigorosamente filosófico, recheado da astúcia e do humor afiado žižekianos, esse livro é fundamentalmente uma apaixonada intervenção política que procura enfrentar a urgente questão da reformulação de um projeto de esquerda em uma era pautada pelo capitalismo global e seu suplemento ideológico, o multiculturalismo hegemônico das democracias liberais.

Resenha Editorial

Em 'O Sujeito Incômodo: O Centro Ausente', Slavoj Žižek retoma o cogito cartesiano não como relíquia ultrapassada, mas como território a ser reconquistado pela esquerda contemporânea. Com erudição combativa, o filósofo esloveno atravessa Heidegger, Butler, Laclau, Badiou e os teóricos da sociedade do risco, revelando como distintas correntes do pensamento pós-moderno compartilham uma mesma hostilidade ao sujeito. Mais que exercício acadêmico, a obra é intervenção política urgente, escrita com a ironia mordaz característica do autor, que transforma conceitos abstratos em armas de combate ideológico. Ao resgatar o núcleo subversivo do cartesianismo, Žižek propõe um ponto de apoio inesperado para repensar a emancipação diante do capitalismo global e do multiculturalismo liberal, tornando este um dos textos mais desafiadores e provocativos de sua vasta produção teórica.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

8h - 10h

Dificuldade

Avançado

Recomendado para

Leitores familiarizados com filosofia contemporânea e teoria política, dispostos a enfrentar um texto denso e argumentativo sobre subjetividade e emancipação de esquerda.

Pontos Chave

Crítica ao Anti-Cartesianismo

  • Analisa a hostilidade contemporânea ao sujeito cartesiano
  • Reúne desconstrucionistas, cognitivistas e pós-marxistas em confronto
  • Recupera o cogito como núcleo político subversivo

Diálogo com Pensadores

  • Confronta Heidegger sobre a superação da subjetividade
  • Debate Laclau, Balibar, Rancière e Badiou sobre política
  • Questiona Judith Butler e a formação de gênero

Projeto de Esquerda

  • Propõe reformular a emancipação na era do capitalismo global
  • Critica o multiculturalismo hegemônico liberal
  • Combina rigor filosófico com humor afiado žižekiano

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o tema central do livro?
O livro investiga o sujeito cartesiano como núcleo subversivo capaz de sustentar um novo projeto político de esquerda. Žižek confronta as principais correntes contemporâneas que rejeitam essa noção clássica de subjetividade.
Para quem este livro é recomendado?
Recomendado para leitores com formação em filosofia, teoria política ou ciências sociais, interessados em debates sobre subjetividade e emancipação. Também atrai quem acompanha a obra de Žižek e sua crítica ao capitalismo global.
O que torna esta obra especial?
A obra une rigor filosófico denso a um estilo provocativo e bem-humorado, raro na literatura acadêmica. Žižek transforma um debate teórico complexo em intervenção política urgente e atual.