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Capa do livro Quem Tem Medo do Feminismo Negro?

Quem Tem Medo do Feminismo Negro?

Djamila Ribeiro

Filosofia e Ciências Sociais📅 2018🌐 Português📄 134 páginas📁 EPUB, PDF

Sinopse

Um livro essencial e urgente, pois enquanto mulheres negras seguirem sendo alvo de constantes ataques, a humanidade toda corre perigo. Quem tem medo do feminismo negro? reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista CartaCapital, entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de "silenciamento", processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação. Foi apenas no final da adolescência, ao trabalhar na Casa de Cultura da Mulher Negra, que Djamila entrou em contato com autoras que a fizeram ter orgulho de suas raízes e não mais querer se manter invisível. Desde então, o diálogo com autoras como Chimamanda Ngozi Adichie, bell hooks, Sueli Carneiro, Alice Walker, Toni Morrison e Conceição Evaristo é uma constante. Muitos textos reagem a situações do cotidiano — o aumento da intolerância às religiões de matriz africana; os ataques a celebridades como Maju ou Serena Williams – a partir das quais Djamila destrincha conceitos como empoderamento feminino ou interseccionalidade. Ela também aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil, além de discutir a obra de autoras de referência para o feminismo, como Simone de Beauvoir.

Resenha Editorial

'Quem Tem Medo do Feminismo Negro?' de Djamila Ribeiro é um mosaico potente entre memória pessoal e reflexão teórica, no qual a autora transforma vivências de silenciamento em ferramenta política. O ensaio autobiográfico que abre a obra dialoga com artigos escritos ao longo de anos, criando uma trajetória intelectual visível e honesta. Djamila articula conceitos como interseccionalidade e empoderamento com clareza didática, sem abrir mão da complexidade, aproximando pensadoras como bell hooks e Sueli Carneiro do leitor brasileiro. O resultado é um livro que não apenas explica o feminismo negro, mas convida à autocrítica sobre racismo estrutural, tornando-se referência indispensável para entender as urgências sociais do Brasil contemporâneo.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

4h - 6h

Dificuldade

Intermediário

Recomendado para

Leitores interessados em feminismo, racismo estrutural e movimentos sociais brasileiros encontrarão aqui uma leitura essencial e transformadora.

Pontos Chave

Memória e Formação

  • Relato autobiográfico sobre infância e silenciamento
  • Descoberta de autoras negras como ponto de virada
  • Construção da identidade a partir da militância

Conceitos Fundamentais

  • Explicação acessível sobre interseccionalidade e empoderamento
  • Diálogo com Chimamanda, bell hooks e Simone de Beauvoir
  • Análise crítica das políticas de cotas raciais

Crítica Social

  • Reflexões sobre ataques a mulheres negras públicas
  • Discussão sobre limites do ativismo nas redes sociais
  • Intolerância religiosa e racismo estrutural em pauta

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o tema central do livro?
O livro discute o feminismo negro a partir de memórias pessoais e artigos que analisam racismo, silenciamento e interseccionalidade. Djamila Ribeiro conecta experiência própria e teoria social contemporânea.
Para quem este livro é recomendado?
Indicado para quem deseja compreender o feminismo negro de forma acessível e fundamentada. Também interessa a estudantes, ativistas e leitores preocupados com justiça racial.
O que torna esta obra especial?
A combinação entre relato autobiográfico e ensaios teóricos cria uma narrativa única e engajada. Djamila une vivência pessoal a referências acadêmicas sem perder acessibilidade.

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