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Capa do livro Primeiro Como Tragédia Depois Como Farsa

Primeiro Como Tragédia Depois Como Farsa

Slavoj Zizek

Filosofia e Ciências Sociais📅 2015🌐 Português📄 136 páginas📁 EPUB, PDF

Sinopse

Em Primeiro como tragédia, depois como farsa - analogia à famosa frase de Karl Marx em O dezoito brumário sobre a repetição dos Bonaparte no poder (Napoleão e Luís) -, o filósofo esloveno Slavoj Žižek sustenta a tese de que vivemos em uma nova etapa do capitalismo global, na qual o mesmo discurso que garantiu uma ofensiva geopolítica após os atentados de 11 de setembro tem encontrado dificuldade em se sustentar no período pós-crise financeira de 2008. Traçando uma argumentação tanto da tragédia como da atual farsa, o autor expõe o cinismo contemporâneo dos pregadores e praticantes da democracia liberal ao analisar o discurso do presidente Bush em dois momentos diferentes que evocam a suspensão parcial dos valores norte-americanos (garantia de liberdade individual, capitalismo de mercado) para salvar da falência esses mesmos valores. A Žižek parece, portanto, que a utopia democrático-liberal teve de morrer duas vezes, já que o colapso da utopia política do 11 de Setembro não trouxe o fim da utopia econômica do capitalismo de mercado global, o que só ocorreu com a crise financeira de 2008. Para o autor, o mais atual anacronismo vivido pelas nações modernas teve início com a queda do Muro de Berlim, evento histórico que parecia anunciar a vitória da democracia liberal e o surgimento de uma comunidade global sem fronteiras. O 11 de Setembro, no entanto, revelou um movimento oposto com o surgimento de novos muros e contradições: entre Israel e Cisjordânia, em torno da União Europeia, na fronteira entre Estados Unidos e México e até no interior de Estados-nações, que acolhem "cidadãos globais" que vivem isolados em "castelos na Escócia, apartamento em Manhattan e ilha particular no Caribe", além dos moradores das favelas e bolsões de pobreza, que são o outro lado da mesma moeda. As condições e conseqüências da crise em curso são abordadas em uma análise que se auto-afirma engajada.

Resenha Editorial

Em 'Primeiro Como Tragédia Depois Como Farsa', Slavoj Žižek retoma a fórmula marxista para dissecar dois momentos de colapso ideológico: o 11 de Setembro e a crise financeira de 2008. Com o estilo provocador e digressivo que marca sua obra, o filósofo esloveno costura referências à cultura pop, psicanálise e teoria política para expor as contradições do capitalismo liberal tardio. Mais do que um diagnóstico econômico, o livro é um exercício de crítica ideológica que questiona os limites da democracia de mercado diante de suas próprias falências. A leitura exige familiaridade com debates filosóficos, mas recompensa com insights afiados sobre poder, cinismo político e os novos muros que fragmentam o mundo globalizado. Obra essencial para entender o pensamento contemporâneo sobre crise e ideologia.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

4h - 6h

Dificuldade

Avançado

Recomendado para

Leitores interessados em filosofia política e crítica ao capitalismo contemporâneo encontrarão nesta obra uma análise instigante e desafiadora.

Pontos Chave

Crítica Ideológica

  • Analisa o cinismo por trás do discurso liberal-democrático
  • Usa a dialética marxista para ler eventos recentes
  • Questiona a neutralidade da economia de mercado global

Tragédia e Farsa

  • Compara o 11 de Setembro à crise financeira de 2008
  • Explora a repetição histórica como farsa política
  • Discute a suspensão de valores para salvá-los

Novos Muros

  • Mapeia fronteiras físicas e simbólicas do mundo atual
  • Contrasta cidadãos globais e populações excluídas
  • Revela contradições da globalização pós Muro de Berlim

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o tema central do livro?
O livro examina a crise da democracia liberal global através de dois eventos-chave: o 11 de Setembro e o colapso financeiro de 2008. Žižek usa a fórmula tragédia-farsa de Marx para expor as contradições ideológicas desse processo.
Para quem este livro é recomendado?
Indicado a leitores interessados em filosofia política, teoria crítica e análise de conjuntura contemporânea. Exige certo repertório prévio em teoria social e psicanálise.
O que torna esta obra especial?
A combinação entre rigor filosófico e referências à cultura popular torna a crítica de Žižek acessível e provocadora. Sua leitura dialética dos eventos históricos oferece uma perspectiva incomum sobre crise e poder.