Também os brancos sabem dançar
Sinopse
Um romance que transpira música – e igualmente uma das mais vigorosas reflexões contemporâneas sobre identidade. Um músico e escritor angolano chega de trem à fronteira entre Suécia e Noruega. Juntamente com sua banda, ele pretende se apresentar em Oslo. Sem um passaporte válido para mostrar, vivendo num limbo entre as cidadanias angolana e portuguesa desde que escapou da guerra em seu país para poder tocar a vida em Lisboa, ele é detido por tentativa de imigração ilegal e conduzido à delegacia para averiguação. Aflito com a precariedade de sua situação e ansioso para conseguir chegar a tempo para o concerto, começa a se perguntar: como explicar que ele é apenas um pacato artista angolano? Esse é o mote do irresistível romance de Kalaf Epalanga, uma viagem colorida e repleta de memórias pessoais, musicais e literárias em torno da África, Europa e até mesmo do Brasil. Narrado com leveza e graça, Também os brancos sabem dançar é a crônica dos muitos encontros propiciados pela música e pelas palavras.
Resenha Editorial
Em "Também os brancos sabem dançar", Kalaf Epalanga nos leva a uma viagem sensorial e emocional, onde a música se entrelaça com a busca por identidade. O autor, um músico angolano, utiliza sua experiência pessoal para explorar as nuances da pertença e do pertencimento, criando um mosaico vibrante de sentimentos e reflexões. A narrativa se desenrola com uma prosa lírica que captura a tensão entre o passado e o presente, revelando a complexidade das fronteiras, tanto físicas quanto culturais.
Guia de Leitura
Tempo de leitura
5h – 7h
Dificuldade
Intermediário
Recomendado para
Leitores que apreciam narrativas que entrelaçam música, identidade e migração.
Pontos Chave
A Dança das Identidades em Trânsito
- •Exploração da dualidade cultural
- •Reflexão sobre a migração e suas consequências
- •A música como elemento de conexão e resistência
Limbo e Liberdade: Fronteiras em Questão
- •Conflito entre nacionalidades
- •A busca por aceitação em um novo lar
- •As barreiras invisíveis que moldam a experiência do imigrante
Ritmos da Memória e da Esperança
- •A importância da memória na construção da identidade
- •Como a música serve como um refúgio
- •A esperança como força motriz na narrativa
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual é a mensagem principal sobre a identidade que o autor transmite?
A obra reflete sobre a fluidez da identidade em um mundo globalizado, enfatizando que pertencemos a múltiplas culturas ao mesmo tempo. Epalanga sugere que a verdadeira identidade é uma dança em constante mudança, influenciada por nossas experiências e relações.
Como a história de Kalaf Epalanga se relaciona com o contexto da guerra em Angola?
Kalaf Epalanga traz para a narrativa suas vivências como refugiado, destacando o impacto da guerra em sua formação pessoal e artística. A obra se torna um eco das experiências de muitos que, como ele, buscam um lugar ao qual possam realmente chamar de lar.
Como se resolve o conflito enfrentado pelo protagonista?
O conflito do protagonista culmina em uma aceitação de sua própria identidade multifacetada, à medida que ele aprende a reconciliar seu passado com seu presente. A resolução não é um final feliz tradicional, mas sim uma forma de liberdade que vem da autocompreensão.
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