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Capa do livro Não fossem as sílabas do sábado

Não fossem as sílabas do sábado

Mariana Salomão Carrara

Literatura Brasileira📅 2024🌐 Português📄 171 páginas📁 EPUB, PDF

Sinopse

«Uma reflexão sobre vida e impermanência. Sobre o que fica de quem vai embora. Memória e apagamento. Maternidade, depressão e privilégio. Resistência e recomeço.» O Estado de S. Paulo PRÉMIO SÃO PAULO DE LITERATURA PARA MELHOR ROMANCE «Mas é importante para as tragédias que elas sejam descobertas imediatamente, porque cada segundo que elas passam ocultas vira um ano a mais de luto, isso é um capricho que as desgraças têm.» Meticulosamente burilado a partir do desamparo de uma mulher cujo futuro é interrompido pela morte inesperada do seu companheiro e pelo nascimento de uma filha que terá de criar sozinha, este romance coloca o leitor à janela do luto e diante de um recomeço: Ana perde André, Madalena perde Miguel, Catarina nasce. Uma só tragédia põe fim a histórias que não chegaram a ser traçadas e une para sempre as mulheres que lhe sobreviveram. No ringue onde elas foram lançadas, assistimos a um duro e terno embate de solidões, numa narrativa íntima, que assombra pela lucidez e comove pela universalidade. Magistral e afinadíssimo — ainda que o tempo se deixe baralhar pelos hiatos e memórias, pelo que nunca chega a acontecer e pelo que nunca deveria ter acontecido —, Não fossem as sílabas do sábado consagra Mariana Salomão Carrara como uma das vozes mais singulares da literatura em língua portuguesa. Assenta num enredo mínimo e alcança uma proeza máxima — a de colocar a literatura ao serviço da intimidade, transportando ambas para um lugar que todos os leitores reconhecem. Um romance lugubremente luminoso, que nos fala ao ouvido. Os elogios da crítica: « Não fossem as sílabas do sábado atropela-nos com o acontecimento trágico que deixa sozinhas duas mulheres que até aí não se conhecem [...] e atropela-nos com a própria escrita de Carrara, tão crua quanto emotiva, tão impulsiva quanto trabalhada, uma torrente sôfrega e confessional. [...] Num registo íntimo e com um toque de humor negro na medida certa, este é um mundo de mulheres à procura de normalidade e de uma mulher em particular, a braços com um estranho contra-senso: o peso de lembrar e a culpa de começar a esquecer. [...] Um romance belíssimo sobre a fragilidade da vida, a constante mudança e a resiliência.» Ana Dias Ferreira, Observador «Mariana Salomão Carrara tem a habilidade de construir química entre personagens, palavras e contextos. [...] Não é fácil escrever com delicadeza sobre uma tragédia arrebatadora. [...] A autora não é econômica ao descrever o infortúnio; no entanto, nos faz ver, ouvir e sentir com precisão sem dizer o horror com todas as letras.» Gabriela Mayer, Quatro Cinco Um «Diante da tragédia, tudo parece impossível. [Mariana Salomão Carrara tem] uma visceralidade na escrita, aliada a uma segurança surpreendente.» Tatiana Salem Levy, Valor Econômico «O grande trunfo de Mariana Salomão Carrara [...] é a dosagem poética, que comanda o tom da narrativa. Nisso, podemos ver na forma do romance o entrelaçamento entre as personagens, irremediavelmente unidas pela tragédia. [...] Uma ficção sobre o luto e a inevitabilidade dos afetos, a partir de um evento trágico, em suas facetas de perdas e ganhos. Acima de tudo, um lembrete sobre as possibilidades de novas sílabas.» Giovana Proença , Estado de Minas «Mariana Salomão Carrara mergulha em temas como o luto, a maternidade [...] e a amizade. Num olhar sensível para esses temas, a autora desenha uma protagonista que parece saltar das páginas que não mais a encerram. É viva, como feita de carne, osso, sangue e resiliência.» Gabriel Pinheiro, Culturadoria

Resenha Editorial

Em 'Não fossem as sílabas do sábado', Mariana Salomão Carrara constrói uma narrativa densa sobre o luto que nasce de um único acontecimento trágico e passa a unir duas mulheres estranhas entre si. A prosa, ao mesmo tempo crua e poética, evita o sentimentalismo fácil e opta por uma economia de palavras que intensifica o impacto emocional de cada cena. A autora trabalha o tempo de forma fragmentada, misturando memória e apagamento, para explorar temas como maternidade, depressão e resiliência sem recorrer a clichês. É um romance que interessa tanto pela originalidade formal quanto pela capacidade de tornar universal uma dor extremamente íntima, consolidando Carrara como uma voz singular da ficção contemporânea em língua portuguesa.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

4h - 6h

Dificuldade

Intermediário

Recomendado para

Leitores que valorizam ficção intimista e emocionalmente intensa, com foco em luto, maternidade e memória.

Pontos Chave

Luto e Vínculo

  • Duas mulheres unidas por uma mesma tragédia inesperada
  • Exploração honesta da dor sem apelo ao sentimentalismo
  • Solidariedade feminina como forma de sobrevivência

Memória Fragmentada

  • Tempo narrativo quebrado por hiatos e lembranças
  • Reflexão sobre o que se esquece e o que persiste
  • Estrutura que espelha o próprio processo do luto

Estilo Confessional

  • Escrita crua, precisa e emocionalmente intensa
  • Toques de humor negro equilibram a tragédia
  • Prosa poética que sustenta o ritmo da história

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o tema central do livro?
O romance explora o luto, a maternidade solitária e a impermanência da vida a partir de uma tragédia que une duas mulheres desconhecidas. É também uma reflexão sobre memória, esquecimento e recomeço.
Para quem este livro é recomendado?
Para leitores que apreciam ficção literária intimista, com prosa poética e temas emocionais profundos. Ideal para quem busca narrativas sobre luto e resiliência feminina.
O que torna esta obra especial?
A combinação entre enredo mínimo e profundidade emocional máxima, sustentada por uma escrita crua e afinada. Venceu o Prêmio São Paulo de Literatura como melhor romance.

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