Capa do livro Sagarana

Sagarana

João Guimarães Rosa

Literatura Brasileira📅 2019🌐 Português📄 392 páginas📁 EPUB, PDF

Sinopse

O livro que marcou a estreia de Guimarães Rosa na literatura brasileira. Sagarana traz cenários e personagens típicos do interior do país, mais especificamente do sertão de Minas Gerais. Morros, riachos, jagunços, vaqueiros, bois e cavalos povoam as páginas das estórias magistralmente construídas por Guimarães Rosa, cuja habilidade para criar enredos e protagonistas diversos e repletos de detalhes encanta leitores até hoje e permanece influenciando gerações e gerações de escritores. A linguagem inventiva de Sagarana é outro aspecto que distinguiria para sempre o autor no campo da literatura brasileira. Ao mesmo tempo em que incorpora fragmentos essenciais da oralidade sertaneja, pescando regionalismos e recuperando antigas expressões de linguagem do sertão, Rosa inova com a criação de neologismos cuidadosamente lapidados. Dentre os nove contos que fazem parte do livro, destacam-se os célebres "A hora e vez de Augusto Matraga", "Conversa de bois" e "O burrinho pedrês". Em que pese as narrativas terem como espaço o ambiente sertanejo, o leitor perceberá que os dilemas apresentados por suas personagens ultrapassam naturalmente a dimensão local, refletindo dramas e vivências que se mostram universais. Esta edição traz um texto de apresentação de autoria de Walnice Nogueira Galvão, professora emérita de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade de São Paulo (USP) e grande especialista na obra rosiana, além de um texto de autoria de Antonio Candido publicado em O Jornal no ano de lançamento de Sagarana, no qual o eterno mestre da crítica literária brasileira saúda a estreia daquele que viria a ser um de nossos mais destacados escritores. A capa foi concebida pelos designers gráficos Victor Burton e Anderson Junqueira e traz uma foto de autoria de Araquém Alcântara, um dos maiores fotógrafos de natureza do Brasil, tirada em 2012 no município de Jaíba, Minas Gerais.

Resenha Editorial

'Sagarana', estreia literária de João Guimarães Rosa, é um marco que redefine os limites da prosa brasileira. Reunindo nove contos ambientados no sertão mineiro, a obra transcende o regionalismo ao transformar jagunços, vaqueiros e paisagens em símbolos de conflitos humanos universais - honra, redenção, morte e destino. A linguagem inventiva do autor, que funde oralidade sertaneja e neologismos lapidados, cria um universo sonoro e visual único, exigindo do leitor entrega total ao ritmo da narrativa. Contos como 'A hora e vez de Augusto Matraga' revelam a maestria de Rosa em construir personagens complexos e enredos que ecoam mitologias antigas. Mais que literatura regional, Sagarana é uma reinvenção da língua portuguesa e da própria narrativa brasileira.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

6h - 8h

Dificuldade

Avançado

Recomendado para

Leitores que buscam uma experiência literária desafiadora e transformadora, apaixonados por linguagem e narrativas profundas sobre a alma brasileira.

Pontos Chave

Linguagem Inventiva

  • Neologismos criados com precisão poética e sonora
  • Oralidade sertaneja incorporada à prosa erudita
  • Resgate de expressões regionais quase esquecidas

Sertão Universal

  • Cenários mineiros que espelham dramas humanos globais
  • Jagunços e vaqueiros como arquétipos atemporais
  • Natureza como personagem viva e presente

Contos Essenciais

  • Nove narrativas de força e profundidade únicas
  • Destaque para A hora e vez de Augusto Matraga
  • Apresentação crítica de Walnice Nogueira Galvão

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o tema central do livro?
A obra explora dilemas humanos universais - honra, redenção e destino - ambientados no sertão mineiro. Guimarães Rosa transforma o regional em reflexão sobre a condição humana.
Para quem este livro é recomendado?
Indicado a leitores interessados em literatura brasileira de alta densidade estilística e narrativa inovadora. Também é essencial para estudantes e apreciadores da obra rosiana.
O que torna esta obra especial?
Sagarana inaugura uma linguagem própria, misturando oralidade sertaneja e criação lexical sofisticada. É considerada um divisor de águas na literatura nacional.