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Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra
Sinopse
O estudante Mariano volta à sua terra natal para o funeral do avô e se descobre em meio a intrigas e segredos familiares. Em Luar-do-Chão, uma misteriosa ilha de acontecimentos fantásticos, ele precisa solucionar um conflito pessoal semelhante ao dilema da África pós-colonialismo. O moçambicano Mia Couto é um dos principais autores africanos de hoje. O retorno de Marianinho a Luar-do-Chão não é exatamente uma volta às suas origens. Ao chegar à ilha natal, incumbido de comandar as cerimônias fúnebres do avô Mariano - de quem recebeu o mesmo nome e de quem era o neto favorito -, ele se descobre um estranho tanto entre os de sua família quanto entre os de sua raça, pois na cidade adquiriu hábitos de um branco. Aos poucos, Marianinho percebe que voltou à ilha para um renascimento.Uma série de intrigas e de segredos familiares envolvem o pai do protagonista, Fulano Malta, sua avó Dulcineusa, os tios Abstinêncio, Ultímio e Admirança, e também as nebulosas circunstâncias em torno da morte de sua mãe, Mariavilhosa. O rapaz descobre também que o falecimento do avô permanece estranhamente incompleto.Trata-se de um momento de passagem, crucial para o protagonista e para o seu lugar de origem. Luar-do-Chão encontra-se num estado de abandono, decadência e miséria. Trata-se também de um impasse cultural, religioso e político, que guarda correspondência com a situação social da África de hoje.Nessa enigmática Luar-do-Chão, onde um rio armazena a memória dos espíritos e a terra sofre com feitiços arcaicos e modernos, a tarefa de Marianinho é encontrar uma forma de levar adiante uma história que, além de pessoal e familiar, na África pós-colonial é também política e de destino humano.
Resenha Editorial
Em "Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra", Mia Couto nos transporta para o universo mágico e complexo de Luar-do-Chão, onde o passado e o presente se entrelaçam em uma narrativa rica em simbolismo. A jornada de Mariano, marcada por intrigas familiares e questões identitárias, revela a profundidade das relações humanas e os dilemas da África contemporânea. Couto, com sua prosa poética, convida o leitor a refletir sobre a herança cultural e os desafios da modernidade, criando uma obra que ressoa com a realidade de muitos países pós-coloniais.
Guia de Leitura
Tempo de leitura
6h – 8h
Dificuldade
Intermediário
Recomendado para
Leitores que buscam uma imersão na literatura africana contemporânea
Pontos Chave
Exploração da Identidade
- •Conflitos familiares como reflexo de questões sociais
- •Busca por pertencimento e raízes
- •Relação entre passado e presente
Realismo Mágico
- •Elementos fantásticos que enriquecem a narrativa
- •Interpretação simbólica da realidade
- •Construção de um universo único e cativante
Estilo Poético
- •Linguagem lírica e evocativa
- •Imagens vívidas que encantam o leitor
- •Ritmo narrativo que flui como um rio
Perguntas Frequentes (FAQ)
Qual é o tema central do livro?
O livro aborda temas como identidade, pertencimento e os conflitos familiares, refletindo sobre a realidade da África pós-colonial.
Como o autor utiliza o realismo mágico na obra?
Mia Couto incorpora elementos fantásticos que dialogam com a cultura moçambicana, criando uma narrativa rica em simbolismo e profundidade.
O livro é indicado para quais tipos de leitores?
É recomendado para leitores que apreciam literatura contemporânea africana e que buscam uma reflexão sobre questões sociais e identitárias.
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