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Capa do livro Ser republicano no Brasil colônia

Ser republicano no Brasil colônia

Heloisa Starling

História📅 2018🌐 Português📄 411 páginas📁 EPUB, PDF

Sinopse

Heloisa Starling investiga o ideário republicano na Colônia em torno dos conceitos de igualdade, liberdade e cidadania, com foco na Inconfidência Mineira, na Conjuração Baiana e outros momentos críticos de efervescência política anteriores à Independência. Este ensaio de história e ciência política resgata do esquecimento o percurso das ideias de república no Brasil Colônia e a trajetória formativa da incipiente cidadania antes da Independência. As conjurações de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, entre outras, são reinterpretadas em contraste com a República instituída pelo golpe militar de 1889, cuja essência oligárquica e excludente tem reiterado como tragédia nacional a aguda constatação de nosso primeiro historiador, profeta dos eternos desmandos na condução da res publica nativa. "Nenhum homem nesta terra é repúblico, nela zela, ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular." Estranhamente atuais, as palavras certeiras de frei Vicente do Salvador em 1630 correspondem ao primeiro registro impresso da presença do conceito de república no Brasil. Emanados em francês e inglês dos centros mundiais da subversão antimonárquica, os princípios republicanos abraçados pelos inconfidentes já tinham no final do século XVIII uma rica tradição no Brasil colonial. Heloisa Starling realiza uma impressionante arqueologia da recepção e das adaptações da palavra república em sua vida natural na Colônia, soterradas pelo triunfo do Império e, em seguida, do regime de 15 de novembro de 1889.

Resenha Editorial

Em 'Ser republicano no Brasil colônia', Heloisa Starling empreende uma arqueologia conceitual raramente vista na historiografia nacional, recuperando como as ideias de república circularam e ganharam sentido próprio muito antes de 1889. Com rigor de cientista política e sensibilidade de historiadora, a autora atravessa a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana para mostrar que a cidadania brasileira não nasceu pronta na Independência, mas foi forjada em tensões coloniais anteriores. O contraste proposto entre esse republicanismo insurgente e a república oligárquica de 1889 confere ao ensaio um tom crítico e atual, quase um ajuste de contas com o mito fundador da nação. A prosa é densa, mas conduzida com clareza argumentativa, tornando a obra referência indispensável para repensar as origens do pensamento político brasileiro.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

6h - 8h

Dificuldade

Avançado

Recomendado para

Leitores interessados em história política e nas origens do pensamento republicano brasileiro.

Pontos Chave

Ideário Republicano

  • Rastreia o conceito de república desde frei Vicente do Salvador
  • Analisa influências francesas e inglesas no pensamento colonial
  • Mostra a maturação da ideia antes da Independência

Conjurações Coloniais

  • Revisita a Inconfidência Mineira sob nova perspectiva política
  • Examina a Conjuração Baiana e outros levantes esquecidos
  • Relaciona movimentos regionais a um projeto comum de cidadania

Crítica ao Império

  • Contrapõe o republicanismo colonial à república de 1889
  • Denuncia o caráter oligárquico e excludente do regime republicano
  • Questiona os mitos fundadores da nação brasileira

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o tema central do livro?
O livro investiga a origem e a evolução do ideário republicano no Brasil colonial, antes da Independência. Heloisa Starling explora como conceitos de liberdade e cidadania circularam em conjurações como a Mineira e a Baiana.
Para quem este livro é recomendado?
É indicado para leitores interessados em história política brasileira e ciência política. Também interessa a estudantes e pesquisadores que buscam compreender as raízes do republicanismo nacional.
O que torna esta obra especial?
A autora resgata registros pouco explorados, como o testemunho de frei Vicente do Salvador de 1630. Sua análise contrasta o republicanismo colonial com a república excludente instaurada em 1889.