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Capa do livro Pensando Como Um Negro: Ensaio De Hermenêutica Jurídica

Pensando Como Um Negro: Ensaio De Hermenêutica Jurídica

Adilson José

Contos, Crônicas e Ensaios📅 2024🌐 Português📄 422 páginas📁 EPUB, PDF

Sinopse

A Editora Contracorrente apresenta a segunda edição do aclamado livro "Pensando como um Negro: Ensaio de Hermenêutica Jurídica". Trata-se uma obra bastante peculiar sobre interpretação constitucional. Ela se afasta das premissas da neutralidade e da objetividade para defender uma perspectiva hermenêutica politicamente engajada. Essa proposta encontra fundamento no pressuposto de que cabe ao operador do direitono atual paradigma constitucional, interpretar normas legais a partir dos propósitos estabelecidos pela nossa ordem constitucional, notoriamente o compromisso com a construção de uma sociedade igualitária. Ao longo do ensaio, o autor defende a tese segundo a qual o processo de interpretação deve considerar a experiência de membros de grupos raciais subalternizados. Seguindo formulações da Teoria Racial Crítica e da Teoria Decolonial, Adilson José Moreira afirma que a posição dos indivíduosdentro dos sistemas de hierarquias sociais influência de forma direta eindireta a maneira como eles interpretam normas jurídicas. O autor usa a técnica storytelling para articular as teorias jurídicas e experiências pessoais para defender uma hermenêutica de caráter emancipatório. A segunda edição da obra incorpora dois capítulos que abordam temas centrais para a experiência do intérprete que pensa a partir da experiência de grupos subalternizados. Proporcionam um nível maior de compreensão da importância das noções de consciência múltipla e de sujeitos subalternos na operação que Adilson chama de Hermenêutica Negra, elemento central para construir uma reflexão sobre os princípios centrais do constitucionalismo a partir da perspectiva a justiça racial. O livro contribui para a formação do que tem sido chamado por certos autores de Constitucionalismo Negro. "Muitas pessoas falaram sobre o impacto intelectual eemocional que a leitura da primeira edição desta obra teve nas suas vidas. Acredito que ele será agora ainda maior, mas também mais libertador, uma vezque esta segunda edição contribui de forma mais clara para a construção de umaprática constitucional emancipatória", explica Adilson José Moreira.

Resenha Editorial

Em 'Pensando Como Um Negro: Ensaio de Hermenêutica Jurídica', Adilson José Moreira propõe uma ruptura radical com a tradição interpretativa que se pretende neutra e objetiva. O autor articula, com rigor teórico e sensibilidade narrativa, os fundamentos da Teoria Racial Crítica e da Teoria Decolonial para sustentar que a posição social do intérprete molda inevitavelmente sua leitura das normas constitucionais. Ao recorrer ao storytelling como método, Moreira aproxima experiência pessoal e reflexão jurídica, construindo o que denomina Hermenêutica Negra. Esta segunda edição, ampliada com dois capítulos inéditos, aprofunda conceitos como consciência múltipla e sujeito subalterno, consolidando uma contribuição decisiva para o chamado Constitucionalismo Negro. Trata-se de leitura essencial para quem pensa o direito constitucional a partir de uma perspectiva engajada com a justiça racial.

Guia de Leitura

Tempo de leitura

5h - 7h

Dificuldade

Avançado

Recomendado para

Leitores e profissionais do direito interessados em teoria constitucional, justiça racial e pensamento crítico decolonial.

Pontos Chave

Hermenêutica Engajada

  • Rompe com a neutralidade interpretativa tradicional do direito
  • Defende leitura constitucional comprometida com igualdade racial
  • Propõe interpretação a partir de propósitos constitucionais emancipatórios

Teoria Racial Crítica

  • Articula fundamentos da Teoria Racial Crítica e Decolonial
  • Analisa como hierarquias sociais moldam a interpretação jurídica
  • Introduz conceitos de consciência múltipla e sujeito subalterno

Narrativa e Experiência

  • Utiliza storytelling para unir teoria e vivência pessoal
  • Segunda edição traz dois capítulos inéditos e ampliados
  • Consolida as bases do Constitucionalismo Negro brasileiro

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o tema central do livro?
O livro discute como a experiência racial influencia a interpretação constitucional, propondo uma hermenêutica jurídica engajada com a justiça racial.
Para quem este livro é recomendado?
É indicado para estudantes e profissionais do direito, além de leitores interessados em teoria racial crítica e constitucionalismo.
O que torna esta obra especial?
A combinação entre rigor teórico e storytelling pessoal, somada aos novos capítulos desta edição, aprofunda a proposta da Hermenêutica Negra.